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Reunião na Prefeitura de Paraty?Foto: Divulgação
Prefeitura de Paraty cobra atuação federal após incêndio na Casa de Farinha do Rio Pequeno
Município acionou as polícias Federal e Militar e pediu reforço no policiamento. Prefeitura também busca participação da Funai para mediar o diálogo em meio às tensões territoriais entre moradores caiçaras e indígenas.
A Prefeitura de Paraty voltou a cobrar a atuação do Governo Federal para conter as tensões territoriais no bairro Rio Pequeno, após o incêndio que atingiu a tradicional Casa de Farinha da comunidade na terça-feira (20). O espaço tem mais de 100 anos de história e é considerado importante para a cultura e a subsistência de moradores locais.
Segundo informações publicadas pelo jornal Correio da Manhã nesta quinta-feira (22), o prefeito Zezé informou que acionou a Polícia Federal e a Polícia Militar e solicitou maior presença de agentes na região. O município também mantém contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para que o órgão participe das tratativas e ajude a intermediar o diálogo entre as comunidades caiçara e indígena.
Até o momento, as informações apresentadas não esclarecem oficialmente a causa do incêndio nem apontam responsáveis. Portanto, não há confirmação de que o episódio tenha relação direta com a disputa territorial.
Prefeitura pede reforço na segurança
De acordo com o relato do prefeito, representantes da associação local e moradores estiveram na Câmara Municipal para discutir o incêndio e a situação no Rio Pequeno. A reunião contou com a participação do presidente da Câmara, Vaguinho de São Gonçalo, e dos vereadores Erick, Ney e Santos Coquinho.
O prefeito afirmou que entrou em contato com o comandante Leandro, da 2ª Companhia, para solicitar uma presença policial mais efetiva no bairro até que a situação se acalme.
A administração municipal considera necessária a atuação das forças de segurança para prevenir novos episódios de violência e garantir a proteção dos moradores.
Município busca mediação da Funai e do Governo Federal
A Prefeitura informou que já havia realizado, em setembro, uma reunião emergencial por videoconferência com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para apresentar a situação no Rio Pequeno e solicitar providências.
Participaram do encontro o prefeito, o presidente da Câmara Municipal, representantes do Fórum das Comunidades Tradicionais e integrantes da Procuradoria-Geral do Município.
Na ocasião, o município pediu uma atuação federal para evitar o agravamento das tensões enquanto a questão territorial e demarcatória não é definida.
A Prefeitura também informou que mantém contato com a Funai para buscar a presença do órgão em Paraty e promover o diálogo entre os grupos envolvidos.
Casa de Farinha tem importância histórica para a comunidade
A Casa de Farinha do Rio Pequeno é apontada pelos moradores como um espaço tradicional ligado à história e às atividades produtivas da comunidade caiçara.
Além do valor cultural, o local tem importância social e econômica para famílias da região. O incêndio provocou preocupação entre os moradores, especialmente diante do contexto de tensão territorial.
Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre a extensão dos danos, a origem do fogo ou a eventual identificação de suspeitos.
Disputa territorial exige diálogo e respeito aos direitos
O conflito no Rio Pequeno envolve reivindicações territoriais e direitos de comunidades tradicionais, em um contexto que inclui a discussão sobre a demarcação de terras indígenas.
A Prefeitura afirma defender o respeito aos direitos das comunidades indígenas e caiçaras e sustenta que a convivência deve ocorrer de forma pacífica. O município também se posiciona contra ameaças, depredações, disseminação de informações falsas e manifestações xenofóbicas.
Diante do incêndio, a administração municipal voltou a pedir a participação de instituições como o Ministério da Justiça, o Ministério Público e a Funai para buscar soluções preventivas, ampliar a segurança e evitar novos episódios de violência.
A apuração sobre as causas do incêndio e eventuais responsabilidades é fundamental para esclarecer o caso. Até que haja informações oficiais, não é possível atribuir o episódio a qualquer pessoa ou grupo.
Fonte: informações publicadas pelo jornal Correio da Manhã, com declarações atribuídas ao prefeito de Paraty.