Crime ambiental na Várzea do Corumbê, Paraty, Rio de Janeiro
Linha Verde recebeu nove denúncias desde sexta-feira; PM encontrou corte de árvores em APP, demarcação de obra e galpão no local

Irregularidades na Cachoeira do Belina em Paraty?Foto: Divulgação/Polícia Ambiental
Policiais militares estiveram na manhã desta segunda-feira (24) nas imediações da Cachoeira do Belina, na Várzea do Corumbê, em Paraty, após o programa Linha Verde (Disque Denúncia ambiental) receber pelo menos nove denúncias desde a última sexta-feira (21). No local, os agentes constataram o corte de diversas árvores de pequeno e médio portes em área de preservação permanente (APP), a existência de um gabarito demarcado por estacas para início de construção e um galpão de madeira e telhas, possivelmente destinado a guardar ferramentas.
Segundo a Polícia Militar, a equipe realizou patrulhamento na região para identificar possíveis responsáveis, sem sucesso. Os policiais registraram que, além de se tratar de área de preservação, o local constitui patrimônio paisagístico e turístico.
A ocorrência foi registrada na 167ª Delegacia de Polícia com base no artigo 39 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). A perícia será realizada posteriormente.
Dados do Linha Verde indicam que, desde o início de 2026, já foram cadastradas 201 denúncias de crimes ambientais em Paraty. Dentre elas, 73 referem-se a desmatamento florestal, 52 a extração irregular de árvores e 48 a construção irregular.
Para denunciar crimes ambientais, a população pode ligar 24 horas por dia para o (21) 2253-1177 ou 0300 253 1177 (ambos com WhatsApp anonimizado), pelo aplicativo Disque Denúncia RJ, pelo site www.disquedenuncia.org.br ou pela página do Linha Verde no Facebook.
As informações são baseadas em dados do programa Linha Verde e em registros da Polícia Militar. Nenhum responsável foi identificado até o momento. A perícia ainda será realizada.