Tribunal do Júri Paraty - Caso Cédric Alexandre Vacherie Jaurgoyhen - Absolvição acusados homicídio Paraty - Justiça Costa Verde RJ - Ministério Público recurso júri
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Paraty, Costa Verde ? 29 de março de 2026


O Tribunal do Júri de Paraty absolveu, na última quarta-feira (25), Ricardo dos Santos e seu pai, Cecílio dos Santos, acusados de envolvimento na morte do artista plástico francês Cédric Alexandre Vacherie Jaurgoyhen, assassinado em 2018. O julgamento durou cerca de 13 horas.


Decisão dos jurados


Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar os réus. Com isso, ambos foram inocentados das acusações de homicídio e coação de testemunha.


O crime


- O caso ocorreu em julho de 2018, quando Cédric foi encontrado morto em seu sítio, na região da Barra Grande, em Paraty.

- Segundo as investigações, ele foi atingido por um disparo de espingarda à queima-roupa e teve o corpo incendiado.

- O Ministério Público apontou como motivação conflitos por terras e uma suposta dívida relacionada a obras no local.



Prisões e investigação


- Ricardo dos Santos chegou a ficar preso preventivamente por um ano e três meses, após ser capturado em 2024, depois de período foragido.

- Cecílio dos Santos permaneceu preso por 57 dias no início das apurações.

- A investigação reuniu elementos como apreensão de arma e diligências em diferentes estados, mas a defesa alegou falhas no processo.


Defesa e acusação


- Os advogados dos réus sustentaram que inconsistências nas investigações permitiram que o verdadeiro autor permanecesse impune.

- A acusação contestou, mas a defesa rebateu alegações sobre suposta influência religiosa na formação do júri.


Reação da família


A advogada da família da vítima, Andrea Kirkovits, afirmou que a mãe de Cédric recebeu a decisão com tristeza e sensação de injustiça.

> ?Fizemos tudo ao nosso alcance na busca por plena justiça. Apresentamos todas as provas existentes, mas ao final quem decide são os jurados?, declarou ao jornal O Globo.


Próximos passos


Apesar da absolvição em primeira instância, o Ministério Público pode recorrer da decisão, o que pode levar o processo a instâncias superiores da Justiça.